História do Sporting Clube da Covilhã
Casa Pia AC 1 SC Covilhã 4
Domingo, 05 Janeiro 2020 00:00

Pela primeira vez na história do futebol português, Sporting Clube da Covilhã e Casa Pia Atlético Clube disputaram um jogo oficial, que será de boa memória para o nosso clube, visto que venceu por 1-4 no histórico Estádio Pina Manique, em Lisboa, e subiu ao 6º lugar da LigaPro.

O emblema serrano apresentou-se em campo com Carlos Henriques na baliza, acompanhado na defensiva por Tiago Moreira, Brendon, Zarabi e Agostinho Soares, estando o meio campo entregue a Filipe Cardoso, Bonani, Gilberto e Jean Batista, ficando Mica no apoio directo ao avançado Kukula. Os lisboetas estiveram melhor na fase inicial da partida, com Wilson Kenidy a causar algumas dificuldades aos defensores visitantes, sendo o autor de dois remates às malhas exteriores da baliza defendida por Carlos Henriques. No entanto, o cenário começou a mudar aos 18 minutos, quando Bonani assinou um remate cruzado que levou a bola ao poste da baliza de Van der Laan e demonstrou que o Covilhã estava em campo para vencer. E aos 27 minutos, os serranos abriram mesmo o marcador por intermédio de Kukula, que fugiu aos defensores do Casa Pia após um livre de Bonani e provocou a primeira explosão de alegria dos mais de cem adeptos forasteiros presentes no Pina Manique. Os comandados de Daúto Faquirá não abrandaram o ritmo e aumentaram a diferença aos 34 minutos por Mica, que concluiu com classe um bom passe de Gilberto. Ainda antes do tempo de descanso, só a intervenção de um jogador local impediu o sucesso do contra ataque conduzido por Jean Batista. Ao intervalo: 0-2.

Para a segunda parte, o Covilhã voltou com a mesma dinâmica e alcançou o terceiro golo logo aos 47 minutos por Kukula, que bisou através de uma boa jogada finalizada com um remate fora do controlo de Van der Laan. Apesar da clara superioridade do onze serrano, o encontro não perdeu interesse, pois, o Casa Pia esforçou-se por reduzir a desvantagem e os covilhanenses não perderam o foco nas redes adversárias, o que foi bom para o jogo não adormecer. Aos 78 minutos, o emblema lisboeta conseguiu o seu único tento na partida por Jorge Ribeiro, que converteu com êxito um pontapé de penálti assinalado pelo árbitro Dinis Gorjão, ao considerar faltosa a intervenção de Zarabi sobre Tharcysio. Contudo, aos 82 minutos, foram os serranos que fixaram o resultado em 1-4 por Mica, que também bisou com grande técnica após uma acção com Tiago Moreira. Aos 90+3 minutos, os casapianos ficaram reduzidos a dez unidades por expulsão de Caio Marcelo, que derrubou o isolado Deivison. Com este triunfo, o Sporting da Covilhã colocou ponto final na série de sete jogos consecutivos sem vencer na Segunda Liga, recebendo no próximo sábado o Estoril Praia no Estádio Santos Pinto.

Texto: Eugénio Lopes.

Fotografia: Eugénio Lopes.

Ficha de jogo: https://ligaportugal.pt/pt/liga/jogo/20192020/ligapro/15/8

Actualizado em Domingo, 05 Janeiro 2020 21:58
 
José Pacheco Lança
Segunda, 30 Dezembro 2019 00:00

José Pacheco Lança foi guarda-redes do Sporting Clube da Covilhã durante três épocas, entre 1932 e 1935, sendo proveniente da equipa alentejana do União Sporting Clube, um dos emblemas que deu origem ao, mais conhecido actualmente, Desportivo de Beja. José Pacheco Lança defendeu a baliza serrana no tempo em que os campeonatos ainda não tinham a organização a que estamos agora habituados, no entanto, o guardião covilhanense teve a oportunidade de integrar o nosso clube em jogos no estrangeiro, concretamente, em Espanha. Foi no tempo de José Pacheco Lança que o emblema covilhanense actuou em Salamanca, um jogo com a histórica Unión Deportiva, e em Cáceres, duas partidas com a selecção local. É certo que os resultados foram sempre desfavoráveis para o conjunto serrano, no entanto, fica a experiência internacional de José Pacheco Lança e colegas, algo pouco frequente na década de 30 no futebol português. Que memórias ficaram de José Pacheco Lança na baliza covilhanense?

Actualizado em Segunda, 30 Dezembro 2019 17:03
 
SC Covilhã 2 SL Benfica B 2
Domingo, 29 Dezembro 2019 00:00


Mica assinou o primeiro golo do jogo

Numa quente manhã de inverno (17ºC), o Sporting Clube da Covilhã não somou mais do que um ponto na recepção à equipa B do Sport Lisboa e Benfica, sendo um resultado alcançado com muito sofrimento, visto que o tento do empate (2-2), apontado pelo brasileiro Bonani, apenas surgiu na derradeira jogada da partida.

Na estreia do treinador Daúto Faquirá, o onze covilhanense apresentou-se em campo com Carlos Henriques na baliza, acompanhado na defensiva por Tiago Moreira, Brendon, Zarabi e Daniel Martins, estando o meio campo entregue a Rodrigues, Adriano Castanheira, Gilberto e Jean Batista, ficando a frente de ataque sob a responsabilidade de Mica Silva e Kukula. Os locais revelaram-se mais rematadores na fase inicial, com Adriano a abrir as hostilidades aos 4 minutos ao atirar ao lado, mas melhor pontaria teve Mica volvidos alguns instantes, quando rematou certeiro na conclusão de uma boa jogada colectiva, inaugurando assim o marcador no Estádio Santos Pinto. Os covilhanenses estavam melhor no jogo e aos 17 minutos ameaçaram dilatar a vantagem, com Gilberto a cruzar da direita para Kukula cabecear em dificuldades ao lado, quando estava em óptima posição para ter sucesso. A formação lisboeta foi equilibrando o encontro e festejou o empate aos 31 minutos por intermédio de Daniel dos Anjos, que atirou cruzado já na área serrana. O jogo entrou depois num período menos interessante, com a bola quase sempre afastada das zonas perigosas do campo. Ao intervalo: 1-1.

Adriano tenta progredir entre dois benfiquistas

No segundo tempo, os benfiquistas assumiram o controlo da partida e Tiago Dantas deu sinal de perigo aos 60 minutos, assinando um remate devidamente defendido por Carlos Henriques. Passados alguns momentos, o guardião anfitrião não esteve bem ao largar a redonda que parecia segura, acabando depois por derrubar Csoboth, o que levou o árbitro Miguel Nogueira a assinalar o respectivo pontapé de penálti. No entanto, Carlos Henriques redimiu-se do erro anterior e afastou para o poste o remate de Nuno Santos na cobrança do castigo máximo. Aliás, o guarda-redes covilhanense voltaria a estar em bom plano aos 70 minutos, quando impediu o isolado Gonçalo Ramos de adiantar os forasteiros no "placard". O jogo atravessava uma fase mais animada e aos 72 minutos foram os serranos que estiveram perto de celebrar, mas o guardião Fábio Duarte impossibilitou o toque final de Daffé e a barra devolveu a recarga de Mica. Mais eficiente esteve Nuno Santos aos 89 minutos, que soube colocar ponto final num lance confuso com um remate para o fundo das redes locais, empurrando desta forma os benfiquistas para a frente do marcador. Contudo, o resultado não estava fechado, porque num último esforço, a bola rematada por Bonani sofreu um desvio num opositor e só parou dentro da baliza forasteira, fixando o desfecho do encontro em 2-2. Com este empate, o Sporting da Covilhã volta assim a pontuar na LigaPro, pois, vinha de três derrotas consecutivas, porém, eleva para sete o número de encontros seguidos sem vencer no campeonato, seguindo-se uma deslocação a Lisboa no próximo domingo para jogar com o Casa Pia AC.

Texto: Eugénio Lopes.

Fotografias: Filipe Pinto - Foto Académica.

Ficha de jogo: https://ligaportugal.pt/pt/liga/jogo/20192020/ligapro/14/7

Actualizado em Segunda, 30 Dezembro 2019 10:13
 
Giesteira
Segunda, 23 Dezembro 2019 00:00

O guarda-redes Giesteira exibiu-se durante algumas épocas na 1ª Divisão Nacional, nomeadamente com as camisolas de Varzim SC e de Vitória SC de Guimarães, tendo assinado pelo Sporting da Covilhã na temporada 1972/1973, proveniente do conjunto poveiro. Giesteira foi titular da baliza serrana em 33 jogos oficiais, mas a sua experiência não foi suficiente para evitar uma época negativa para as cores covilhanenses, visto que o nosso clube terminou a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional em 15º lugar (somente com mais pontos do que o União de Lamas) e foi despromovido ao escalão terciário. Na Taça de Portugal, Giesteira e colegas ainda eliminaram a AD Sanjoanense com um triunfo na cidade serrana, porém, foram depois afastados da prova pelo Varzim SC, numa ronda em que foi necessário jogo de desempate. Que lembranças persistem das defesas de Giesteira com a camisola serrana? 

Actualizado em Segunda, 23 Dezembro 2019 14:47
 
Vitória SC Guimarães 3 SC Covilhã 0
Sábado, 21 Dezembro 2019 00:00

No dia das decisões do Grupo B da Taça da Liga, o Sporting Clube da Covilhã foi derrotado por 3-0 no terreno do Vitória Sport Clube de Guimarães e disse adeus a esta competição, terminando mesmo no último lugar de um grupo que teve o emblema vimaranense como vencedor, que segue assim para a Final Four.

A equipa vitoriana entrou muito forte no jogo, sabendo que dependia somente de si para garantir o apuramento, o que provocou problemas à formação serrana, orientada interinamente por Paulo Gomes. No entanto, a má direcção dos remates locais fez com que o nulo fosse continuando intacto, o que servia para alimentar as esperanças visitantes de seguir em frente na prova, visto que um tento covilhanense deixaria tudo em aberto nesse sentido. Depois desta fase perigosa dos vimaranenses, os serranos equilibraram a partida a meio da primeira parte e tiveram duas acções que causaram dificuldades à defensiva opositora, contudo, após a meia hora, os comandados de Ivo Vieira voltaram a controlar o jogo, mas agora sem criarem demasiado perigo junto da baliza defendida por Bruno Bolas. Ao intervalo: 0-0.

No regresso dos balneários, o encontro parecia manter as características do final do primeiro tempo, ou seja, com o Vitória mais atacante, mas sem evidenciar argumentos para perturbar seriamente a defensiva forasteira. O cenário somente foi alterado aos 65 minutos, quando Davidson assinou o golo inaugural através de um remate à meia volta, na sequência de uma jogada de Edwards. A equipa anfitriã galvanizou-se com a vantagem no marcador e conseguiu mais dois golos: aos 72 minutos, Léo Bonatini atirou certeiro a passe de Sacko; e aos 86 minutos, novamente com assistência de Sacko, foi o ex-covilhanense Davidson que rematou para o fundo das redes e fixou o resultado em 3-0. Apesar de todo o esforço dos seus jogadores, os serranos não tiveram força para inverter o rumo dos acontecimentos, que ficou selado com o derradeiro apito do árbitro Rui Costa, porém, é justo felicitar o plantel covilhanense por esta presença positiva na fase de grupos, em que alcançou a última jornada ainda com possibilidades de apuramento. Agora, o foco está apenas no campeonato, com o próximo encontro a realizar-se após os dias natalícios, em concreto, no domingo com a recepção ao SL Benfica B.

Texto: Eugénio Lopes.

Ficha de jogo: https://ligaportugal.pt/pt/liga/jogo/20192020/allianzcup/5/4

Actualizado em Domingo, 22 Dezembro 2019 00:16
 
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