História do Sporting Clube da Covilhã
SC Covilhã 0 CF Os Belenenses 0
Domingo, 06 Maio 2012 00:00

Gabi em luta nas alturas com Fernando Ferreira

O Sporting Clube da Covilhã comprometeu seriamente as suas aspirações de permanência na Liga Orangina, ao não conseguir melhor do que um nulo diante do Clube de Futebol Os Belenenses, continuando assim nos lugares de descida e dependente de terceiros na última jornada.

Os serranos apresentaram-se em campo num esquema de 1x4x3x3, com Nuno Santos na baliza, acompanhado na defensiva por Dani Coelho, Aníbal Capela, Ricardo Rocha e Joel, ficando o meio campo entregue a Milton, Gabi e André Sousa, com as missões mais atacantes sob a responsabilidade de Dani Matos, Fofana e Pimenta. Com muito público nas bancadas do Complexo Desportivo, o jogo começou praticamente com um lance perigoso dos visitantes, pois, na sequência de um livre, Rodrigo António chegou ligeiramente atrasado para aquele que seria o toque triunfal. A resposta local surgiu aos 9 minutos, num remate de Pimenta para o guardião Coelho segurar, no entanto, o Belenenses quis demonstrar que procurava também a vitória nesta partida e aos 17 minutos, Zazá atirou por alto após um bom trabalho na área adversária. Após a meia hora, o Covilhã apresentou algum ascendente, delineando duas situações mais delicadas para as redes azuis: aos 31 minutos, Fofana apareceu em boa posição, mas o remate cruzado saiu um pouco ao lado da baliza de Coelho; e aos 45 minutos, a bola atirada por Dani Matos sofreu um desvio num opositor e passou por cima das redes forasteiras.

Zezinho rodeado de adversários

Na segunda parte, os serranos pareciam querer continuar com sinal mais, visto que logo aos 47 minutos, Fofana rematou torto em plena área, mas o Belenenses respondeu com perigo aos 52 minutos, quando Zazá atirou cruzado para fora. Com o nulo a persistir, o treinador Rui Nascimento fez entrar Zezinho, Pedro Ribeiro e Paulico, porém, os nervos começavam a imperar entre as hostes serranas, que tiveram de esperar pelo minuto 71 para assistirem a nova ameaça de movimento no resultado, numa acção em que Fofana possibilitou uma boa intervenção a Coelho. Os serranos acreditaram sempre no triunfo, mas os argumentos eram cada vez mais escassos e nos instantes finais até foram os azuis que tiveram uma boa oportunidade, quando na sequência de um canto, Rui Varela fez a bola passar junto à barra. Já em período de compensações, os covilhanenses conseguiram dois pontapés de canto, mas que acabaram por ser inconclusivos para desespero dos adeptos locais. É certo que o Sporting da Covilhã somou o quarto jogo consecutivo sem ser derrotado, contudo, também é certo que continua em zona de descida de divisão, de onde vai tentar sair na última jornada do campeonato, em que visitará o Moreirense, um emblema também a precisar de vencer, mas para garantir a promoção.

Texto: Eugénio Lopes.

Ficha de Jogo: http://www.lpfp.pt/liga_orangina/pages/jogo.aspx?epoca=20112012&jornada=29&jogo=7239

Fotografias: Filipe Pinto - Foto Académica

Resumo: José Cavaca - Provideo

 

Actualizado em Segunda, 07 Maio 2012 09:21
 
Jorge Coutinho
Quarta, 02 Maio 2012 00:00

Na sequência de entrevistas anteriores, o nosso site continua a salientar nomes destacáveis na vida do Sporting Clube da Covilhã, entrevistando desta vez Jorge Coutinho, que representou o emblema serrano entre 1986 e 1988, assinando boas exibições a extremo, que muito ajudaram o clube a conquistar o título de Campeão Nacional da 2ª Divisão e a assegurar a última presença na 1ª Divisão.

Jorge Coutinho reside atualmente em Alpiarça

1 – Como surgiu o convite para ingressar no SC Covilhã?

O convite para ingressar no Covilhã foi, digamos, um ataque súbito a alguns jogadores do Beira-Mar. Nós eramos cinco (eu, o João Gouveia, o Cavaleiro, o Craveiro e o Balseiro) e lembro-me que foi numa noite que discutimos os contratos na praia, na Barra. Os diretores do Covilhã traziam já a máquina de escrever para redigir os contratos e tudo era uma questão de tempo, digamos que tudo tinha que ficar resolvido ali na hora. Lembro-me, que o então presidente do Beira-Mar tinha-me tratado um bocado mal, ou seja, não me tinha abordado da forma que eu achava correta, porque quando me chamou ao gabinete dele chamou-me pelo nome completo, parecia que nem me conhecia, e depois, em termos monetários, lembro-me que não satisfazia o que eu queria na altura, já que eu tinha sido contratado para subir de divisão. Então quanto ao contrato para o Sporting da Covilhã tudo foi feito em contra-relógio, tudo se decidiu numa noite, assinamos todos na mesma noite.

2 – Quais os fatores que provocaram o êxito da equipa de 1986/87, que conseguiu a subida à Primeira Divisão com considerável vantagem na Zona Centro, em que pontificavam adversários de grande valia, como o Feirense e o Beira-Mar?

O êxito dessa temporada magnífica deveu-se ao valor individual de cada jogador, mas sobretudo á união e amizade que havia no grupo. Em todos os grupos há sempre jogadores que se evidenciam, porque existem sempre jogadores que querem fazer novos e bons contratos e tentam jogar um pouco no individual, mas naquele ano, e porque os resultados apareciam e, porque não dizê-lo, o “mister” não gostava muito do valor individual, fazia prevalecer o coletivo e isso fez com que ao fim da 1ª volta nós estivesse-mos na frente e sem derrotas. Digo sem derrotas, porque essa foi a partir de certa altura uma meta a atingir, visto que ninguém nos ganhava e não sabíamos quem era a primeira equipa a nos ganhar, portanto, fizemos dessa realidade uma bandeira. Facto que só aconteceu em Almeirim, onde o Santos sofreu mais golos nesse jogo do que tinha sofrido até ali, visto que sofremos quatro golos em Almeirim e o Santos só tinha sofrido três até então. Quanto aos mais diretos adversários, o Beira-Mar era de facto a equipa mais perigosa, porque possuía bons jogadores e eram também uma equipa experiente, enquanto o Feirense, lembro-me de na altura o treinador ser um professor que dizia que nós eramos beneficiados pelos árbitros e eu disse numa entrevista que ele tinha era que se preocupar com a equipa dele e deixar-se dessas coisas.

3 – O SC Covilhã sagrou-se Campeão Nacional da 2ª Divisão numa fase final com Vitória de Setúbal e Sporting de Espinho. Que recordação tem desse triunfo?

Foi uma liguilha espetacular, em que o Vitória de Setúbal comandado pelo Allison, antigo treinador campeão pelo Sporting CP, era a equipa apontada logo á partida como vencedora, todos os outros eram ou iriam ser meros participantes. Lembro-me que antes da lIguilha começar, nunca nenhum meio de comunicação (jornal, rádio, televisão) veio falar connosco sem ser os regionais, esses que sempre fizeram um trabalho formidável. O primeiro jogo foi em casa dos favoritos, dos imbatíveis, das” trutas”, como dizemos na gíria futebolística, em que passámos poucas vezes do meio campo, é verdade que defendemos muito mais do que atacámos, mas fomos lá uma vez, marcámos e depois “fechámos a loja”, não os deixámos lá entrar e era nestes momentos que vinha ao de cima a união, a amizade e alguma humildade da equipa. Quando tocava a unir o grupo funcionava, cerrávamos os dentes e sabíamos sofrer, estar a ganhar em casa do candidato principal, dos pintados , sim dos pintados porque jogavam com pinturas por debaixo dos olhos, coisas do Roger Spry, treinador adjunto e técnico de karaté, que fez alguma escola por essa Europa fora. O segundo jogo foi em Espinho, num campo pequenino, muito ventoso e eles muito bem comandados pelo Quinito, muito raçudos, afinal tinham ganho a zona norte, muito combativos e perdemos. Depois veio um jogo espectacular, em que recebemos em casa o Vitória de Setúbal, “os tais”, e empatàmos 3-3 num jogo de grande categoria, talvez dos jogos mais interessantes em que participei. Lembro-me, que eles tinham um guarda-redes muito experiente de nome Meszaros, que jogava muito fora da área, tipo defesa central, pois jogava muito avançado e eu fiz-lhe um chapéu e marquei um belo golo. Quanto ao outro e decisivo jogo, recebemos o Sporting de Espinho e com muita dificuldade ganhámos e sagrámo-nos Campeões Nacionais. Não eramos apontados como favoritos e até diziam que iamos ser os ultimos, mas o que é certo é que com muita determinação e garra e entrega fizemos carregar o escudo no braço esquerdo.

Jorge Coutinho envergou a camisola serrana entre 1986 e 1988

4 – No seu entender, quais foram as principais causas para o SC Covilhã não conseguir a manutenção na Primeira Divisão na época de 1987/88?

Depois, o ano seguinte foi uma época para esquecer, em que entrámos mal no campeonato, a equipa era pouco equilibrada e alguns de nós nunca tínhamos jogado na 1ª divisão, ou como eu, que só tinha jogado um ano, e outros que tinham jogado mais anos, a devoção já não era a mesma. Vir de clubes maiores e vir jogar na serra, na altura era desprestigiante, se calhar foi o pensamento de alguns, por outro lado sou também da opinião do mister, quando disse uma vez na televisão que as «condições para uma 2ª divisão não são as mesmas para uma 1ª». Quis com isso dizer, que o Covilhã tinha condições para a Segunda, mas depois para permanecer na Primeira eram precisas outras condições, nomeadamente, outro campo para treinar, um pavilhão, salas de musculação, enfim, outras estruturas. Mas tudo isto é um pouco filosófico, hoje explicar porque fizemos um campeonato tão mau assim á distância é muito complicado para mim. Foram muitos fatores, todos tivemos culpa, ninguém desce porque quer, a direção, os médicos, o roupeiro e os jogadores fomos todos culpados.

5 - Acompanha atualmente o SC Covilhã?

Acompanho pelos jornais, tento estar informado. É com grande mágoa que vejo a equipa na posição que está, a faltar tão poucos jogos para o fim, mas a esperança é a ultima coisa a morrer e até porque num passado recente o clube assegurou a permanência na última jornada. Força equipa, é preciso lutar até ao fim, ainda é possível, assim todos queiram e não tenho dúvidas que agora com discurso novo tudo ainda pode acontecer.

6 - Qual a atividade do Jorge Coutinho no presente?

Neste momento faço parte de um enorme e cada vez maior número de portugueses, que sem culpa nenhuma, ficaram na situação de desempregado. E digo sem culpa nenhuma, porque a empresa onde trabalhava foi vendida e os quadros foram ocupados por outros da confiança de quem a comprou, dito de outra forma, os comerciais foram substituídos por outros da confiança da empresa agora mãe!

7Com referência aos anos que esteve ligado ao SC Covilhã, o que gostaria de referir que não foi mencionado anteriormente?

Penso que o mais importante foi dito, resta-me dizer que foi com grande orgulho que fiz parte também da história deste grandioso clube, que foi uma honra para mim vestir esta linda camisola, que é sempre um prazer visitar a cidade onde vivi e que é sempre um prazer contatar com os amigos que deixei, e são muitos, graças a Deus. A Covilhã foi e será sempre uma parte muito importante da minha vida, porque não posso esquecer que o meu filho mais velho veio com 11 dias para a cidade. O clube, como tenho dito toda a minha vida, é um clube pacato, mas feito com gente boa, é portanto um bom clube, estou a recordar o meu tempo, porque quanto a hoje não sei, mas espero que seja também. Na minha altura, pessoas como o Dr. Brito Rocha, o Sr. Malaca, que foram presidentes, assim como todos os outros elementos das respetivas direções, eram pessoas de bem, eram homens honestos. Mencionei os nomes destas pessoas porque foram os presidentes que eu apanhei, e não vou falar noutros nomes porque posso ferir suscetibilidades. A todos os covilhanenses e principalmente a todos os simpatizantes do Sporting da Covilhã desejo as maiores felicidades e um até sempre.

 

 Jorge Coutinho em plena ação pelo SC Covilhã

Actualizado em Quarta, 02 Maio 2012 09:39
 
Ladinho
Segunda, 30 Abril 2012 00:00

O brasileiro Ladinho chegou ao Sporting da Covilhã na época 1984/1985, tendo sido contratado ao Atlético de Valdevez, depois de ter representado clubes como Lusitânia de Lourosa, Fafe, Vila Real e Rio Ave. Ladinho era um avançado que assumia maior protagonismo nas alas, contribuindo para o sucesso serrano na única temporada em que envergou a nossa camisola, visto que o SC Covilhã venceu a Zona Centro da 2ª Divisão Nacional, após uma empolgante luta com União de Leiria e O Elvas. Ladinho participou também em jogos da Taça de Portugal, que foi igualmente marcada pelo êxito, apenas não sendo maior devido à derrota com o SL Benfica (2-0) no Estádio da Luz a contar para as Meias Finais da prova, depois das eliminações de Marítimo, Gil Vicente, Penafiel, Paços de Ferreira e Vianense. Que outras recordações permanecem de Ladinho?

Actualizado em Segunda, 30 Abril 2012 16:27
 
CD Trofense 2 SC Covilhã 2
Domingo, 29 Abril 2012 00:00

O Sporting Clube da Covilhã continua a somar pontos na Liga Orangina, mas permanece em zona de descida de divisão, que poderia ter abandonado caso tivesse conseguido segurar a vantagem de dois golos que chegou a possuir no terreno do Clube Desportivo Trofense.

O jogo teve um início movimentado, com ambas as formações a procurarem o triunfo, mas nesta fase os principais lances de perigo foram protagonizados pelos serranos, visto que aos 8 minutos, um remate de Fofana passou a escassos centímetros das redes locais, e aos 11 minutos, Gabi proporcionou uma grande intervenção ao guarda-redes Pedro Trigueira. E aos 14 minutos, Gabi inaugurou mesmo o marcador, dando o melhor seguimento a um cruzamento de Joel que Pedro Trigueira não conseguiu resolver, provocando assim os primeiros festejos nas quase duas centenas de adeptos covilhanenses presentes na Trofa. Os locais reagiram à desvantagem com duas iniciativas dignas de registo, em que Aderlan Santos e Feliz ameaçaram chegar à igualdade, contudo, os visitantes estavam em bom plano e Dani Matos obrigou Pedro Trigueira a uma defesa difícil aos 28 minutos. E aos 32 minutos, o Covilhã aumentou a contagem por intermédio de Fofana, que surgiu isolado diante do guardião local e colocou duas bolas de diferença no “placard”. No entanto, o Trofense não se deu por vencido e David Bruno ainda reduziu o resultado antes do tempo de descanso, trazendo maior incerteza para a segunda parte. Ao intervalo: 1-2.

Após o regresso dos balneários, os locais não demoraram a alcançar o empate, pois, aos 51 minutos, o recém-entrado Zé Manuel cobrou superiormente um livre directo e fixou o resultado em 2-2. Os comandados de Nascimento ainda procuraram voltar a uma situação vantajosa, mas a atenção de Pedro Trigueira impediu a bola de chegar ao toque triunfal de Fofana aos 62 minutos. Com a chuva também a marcar presença no estádio do Trofense, o encontro caminhou para uma fase de muita luta e poucas jogadas de perigo, com excepção para o minuto 86, quando Nuno Santos defendeu com categoria um cabeceamento de Reguila e garantiu a igualdade como derradeiro desfecho. Na próxima jornada, o Sporting da Covilhã tem mais uma final, agora ao receber o Belenenses, esperando que uma vitória possa manter acesa a luta pela manutenção.

Texto: Eugénio Lopes.

Ficha de Jogo: http://www.lpfp.pt/liga_orangina/pages/jogo.aspx?epoca=20112012&jornada=28&jogo=7221

Actualizado em Domingo, 29 Abril 2012 17:53
 
Seixas
Terça, 24 Abril 2012 00:00

Seixas assinou pelo Sporting da Covilhã para a temporada 1990/1991, depois de concluído o processo de formação na AD Estação, tendo permanecido no plantel serrano durante duas épocas nesta primeira passagem pelo clube. Apesar da sua juventude, Seixas conseguiu algumas boas atuações em terrenos atacantes, mas a temporada 1991/1992 foi muito complicada para as cores covilhanenses, visto que 16º lugar na Zona Centro da 2ª Divisão B, apenas à frente de Mirandense e União de Santarém, ditou a descida de categoria. Seixas não ficou no Sporting da Covilhã para a época seguinte (em que representou o Pinhelenses), todavia, acabou por regressar em 1994/1995, proveniente da AD Guarda, ajudando os serranos a alcançar a subida à 2ª Divisão B, fruto do 2º lugar conquistado na Série C da 3ª Divisão, atrás do Cucujães, mas suplantando o Arrifanense após intensa luta. Depois de duas passagens pelo clube, Seixas prosseguiu a carreira em outros emblemas do centro do país, nomeadamente, Marinhense,Oliveira do Hospital, Mangualde, Penalva do Castelo, Social Lamas e Aguiar da Beira. Que outras memórias existem de Seixas?

Actualizado em Terça, 24 Abril 2012 08:55
 
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