História do Sporting Clube da Covilhã
SC Covilhã 2 SL Benfica B 2
Sábado, 13 Abril 2013 00:00

Carlos Manuel pressionado por Carole

Mais uma expulsão, mais um golo sofrido perto do final da partida e o Sporting Clube da Covilhã já vai em treze encontros seguidos sem vencer, visto que não conseguiu melhor do que uma igualdade a duas bolas na recepção ao SL Benfica B, complicando assim a sua contabilidade na Segunda Liga.

Os serranos apresentaram-se em campo num esquema 1x4x3x3, com Rui Vieira na baliza, acompanhado na defensiva por Tarcísio, Edgar, Gaspar e Paulo Grilo, ficando a zona intermediária entregue a Nené, Carlos Manuel e Pimenta, com os terrenos mais ofensivos ocupados por Moreira, Adriano Castanheira e Fabrício. O jogo teve um início algo sonolento, sendo disputado essencialmente no meio campo, embora revelando uma formação lisboeta mais rematadora, como aconteceu aos 9 minutos por Ivan Cavaleiro, que obrigou Rui Vieira a defesa atenta, e aos 18 minutos por Raphael Guzzo, que atirou ao lado. Tal vocação rematadora dos visitantes foi prenúncio do golo inaugural aos 20 minutos, pois, Miguel Rosa surgiu diante de Rui Vieira e atirou a contar, colocando os benfiquistas na frente do marcador. A reacção covilhanense não se fez esperar e o empate também não, visto que aos 27 minutos, Moreira rematou cruzado para a baliza forasteira, apesar de Mika ainda ter tocado na redonda, mas o que conta é que Moreira provocou a primeira explosão de alegria nas hostes locais. O Covilhã empolgou-se e volvidos alguns instantes, Adriano Castanheira possibilitou a Mika uma intervenção segura, mas foi apenas uma situação momentânea, porque o equilíbrio e a monotonia voltaram a pairar no Complexo Desportivo, somente com uma quebra aos 40 minutos, quando o guardião Rui Vieira colocou a bola nos pés de Miguel Rosa, num erro devidamente emendado pelo próprio guarda-redes com uma boa defesa. Ao intervalo: 1-1.

Mais uma iniciativa atacante dos serranos

O segundo tempo teve um começo mais interessante, até porque logo aos 47 minutos, Adriano Castanheira passou a bola a Fabrício, que em posição privilegiada atirou fraco para as mãos de Mika. O Benfica B ainda respondeu num lance de Ivan Cavaleiro, mas os covilhanenses estavam mais fortes, ameaçando por duas vezes passarem para a frente do “placard”: aos 54 minutos, Edgar, livre de marcação, rematou por alto; e aos 61 minutos, Tarcísio cruzou para Fabrício, que também atirou por cima sem qualquer adversário por perto. No entanto, aos 70 minutos, surgiu mesmo o segundo golo serrano, com o recém-entrado Alex Kakuba a cobrar um canto na direita para o cabeceamento certeiro de Edgar, provocando novos festejos nos adeptos locais, que começavam a acreditar no final da série negativa de resultados. Moreira ainda esteve próximo de aumentar a vantagem e Adriano Castanheira rubricou um lance ameaçador, só que pelo meio, Fabrício viu o vermelho directo aos 76 minutos por agressão a um opositor, deixando a equipa de Francisco Chaló em inferioridade numérica. A derradeira pressão dos lisboetas valeu o empate aos 89 minutos, quando após uma bola devolvida pela barra, Deyverson cabeceou para as redes covilhanenses, fixando o resultado em 2-2 para desespero dos apoiantes serranos. Com este empate, o Sporting da Covilhã vê aumentar a diferença para três pontos em relação ao Trofense, quando ainda faltam disputar sete jornadas, seguindo-se uma deslocação ao União da Madeira na próxima quarta-feira.

Texto: Eugénio Lopes.

Fotografias: Filipe Pinto - Foto Académica.

Ficha de Jogo: http://www.lpfp.pt/segunda_liga/pages/jogo.aspx?epoca=20122013&jornada=35&jogo=7858

Actualizado em Segunda, 15 Abril 2013 09:36
 
Carlos Alberto
Quinta, 11 Abril 2013 00:00

O nosso mais recente entrevistado é Carlos Alberto, que depois de uma longa carreira no Brasil, tem oportunidade de vir jogar para Portugal ao ingressar no Portimonense, chegando posteriormente ao Sporting da Covilhã na época 1986/1987, onde permaneceu para a temporada seguinte, em que participou na 1ª Divisão pela formação serrana. Carlos Alberto era um médio todo o terreno, revelando-se um jogador de inesgotáveis recursos físicos e com um sentido posicional exemplar, atributos que ajudaram o Sporting da Covilhã a regressar ao principal escalão do futebol nacional, sagrando-se ainda Campeão Nacional da 2ª Divisão em 1987.

Carlos Alberto trabalha nos Serviços de Finanças de Macau

1 – Como surgiu o convite para ingressar no SC Covilhã?

Foi após o último jogo daquela época 1985/86 no Dragão (Porto x Covilhã), em que já havia descido de divisão. Estava eu esperando meus compatriotas Niromar, Paulo Roberto e o nosso saudoso Pocho. .Ali mesmo já tivemos um bom entendimento e não me foi difícil chegar a acordo, devido à cordialidade dos dirigentes (Sr. Malaca e toda direcção).

2 – Fez parte de uma das grandes equipas do SCC na época 1986/87, qual o segredo dessa equipa que conseguiu nessa época subir à Primeira Divisão?

O fator mais preponderante foi sem dúvida o balneário, porque era uma camaradagem tipo família mesmo e a facilidade como qualquer novo atleta ao chegar já se sentia em casa. Tínhamos o Salcedas, o Joanito, que apesar de ser um miúdo foi sempre um ponto de dar as honras da casa. Aquilo na Covilhã foi fantástico e assim os resultados foram os que se viram. Quero lembrar da liberdade de nos aproximarmos do treinador (mister Vieira Nunes), como também de qualquer dos dirigentes, que estavam sempre bem dispostos a resolver nossos problemas. Todos que por aí passaram nunca vão se esquecer do nosso querido Sr. Fernando, que cuidava do nosso material. Resumindo, tudo deriva do balneário, do profissionalismo, do trabalho sério e o orgulho de representar esta agremiação. E o apoio incondicional dos torcedores que nos acompanhavam por todo lado, assim nos sentíamos em casa nas deslocações, o famoso Comboio Verde, que saudade...

3 – Aos 37 anos ingressa no Sporting da Covilhã, vindo a tornar-se uma peça fundamental no meio campo serrano. Sabe que ainda hoje o seu nome é falado como uma grande referência desse meio campo onde pontificavam grandes nomes?

Meus amigos, aquela equipa era fantástica, uma entreajuda dentro e fora do campo, quer dizer, só podia dar certo. Jogadores já com uma vasta experiência, louvo a Deus por isto, pois, sentia-me tão bem que nem me lembrava da idade, mas sim da minha condição física. O respeito pelos adeptos nos movia a isto. Se me perguntarem se me lembro de cada um, isto seria impossível, mas posso ver a massa associativa e nunca é tarde para dizer obrigado pelo carinho.

4 – Na época seguinte em 87/88, em sua opinião o que levou o Sporting da Covilhã a não conseguir a manutenção na primeira divisão?

Quem nos acompanhou pôde ver que não tivemos muita sorte, pois, dávamos o nosso melhor e de certeza que descer não fazia parte do nosso balneário, mas, infelizmente aconteceu. Futebol tem destas coisas!!!

Carlos Alberto envergou a camisola serrana entre 1986 e 1988

5 - Acompanha atualmente o SC Covilhã?

Honestamente falando, nunca me esqueci da Covilhã e fico feliz quando encontro amigos da Covilhã que vivem cá e colocamos em dia as novidades daí. Aprendi a amar e a torcer por este emblema. Agora que pude ver esta reunião maravilhosa dos ex-atletas da Covilhã, realmente acendeu a chama em mim de maior apreço por esta instituição. Estou ligado e torcendo para que a Covilhã possa alcançar seus objetivos.

6 - Qual sua atividade no presente?

Atualmente, já há 21 anos que sou funcionário público, trabalhando nos Serviços de Finanças, e prestes a aposentar-me daqui a 2 anos sensivelmente, dando glórias a Deus por este trabalho.

7 – O que gostaria de referir quem não foi mencionado anteriormente?

Somente dizer, que na nossa época esteve connosco um grande homem, grande profissional e amigo do seu amigo, ele partiu e nos deixou bastante sentidos, porque era uma figura de muita garra e que nos encorajava, saudades!!! Depois da Covilhã, estive em Amarante por pouco tempo, pois, já tinha um compromisso de 3 anos nos Estados Unidos da América, tendo depois vindo para Macau, onde até hoje permaneço. Amo Macau, onde me sinto totalmente à vontade. Meu filho Jefferson cresceu aqui e minha neta Kamilla, de 2 anos, nasceu nesta terra abençoada. Deixo aqui um caloroso e saudoso abraço para todos os amigos, atletas do passado e de hoje, todos os dirigentes de todos os tempos e todos os simpatizantes deste emblema .Força Covilhã.

Carlos Alberto ajudou os serranos a conquistarem o Campeonato Nacional da 2ª Divisão

Actualizado em Quinta, 11 Abril 2013 08:57
 
Paulo Gomes
Quarta, 10 Abril 2013 00:00

Paulo Gomes concluiu os escalões de formação no Boavista, tendo depois representado diversos clubes a nível sénior, chegando ao Sporting da Covilhã na temporada 2007/2008, após contratação ao SC Espinho. Logo na primeira época com a camisola serrana, Paulo Gomes contribuiu para a subida do nosso emblema à 2ª Liga, conquistada com enorme sofrimento no terreno do Olivais e Moscavide, após o desempate por pontapés da marca de grande penalidade no “play-off” entre os vencedores das séries C e D da 2ª Divisão. Nas duas temporadas seguintes, Paulo Gomes ajudou a formação covilhanense a permanecer na 2ª Liga, destacando-se a época 2008/2009 pelo 7º lugar na tabela classificativa, que continua a ser a melhor posição serrana neste formato de competição. Paulo Gomes salientava-se pela qualidade técnica na zona mais adiantada do meio campo, continuando depois a sua carreira no Boavista e no Salgueiros 08, mas deixando certamente várias recordações das suas actuações…

Actualizado em Quarta, 10 Abril 2013 09:07
 
SC Braga B 2 SC Covilhã 1
Domingo, 07 Abril 2013 00:00

Mais uma jornada da Segunda Liga e mais um jogo sem triunfo do Sporting Clube da Covilhã, que não foi além de uma derrota por 2-1 no terreno do SC Braga B, numa partida marcada pelas expulsões de Jorge Baptista aos 9 minutos e de Gilberto aos 58 minutos, que deixaram os serranos apenas com nove unidades em campo.

Os covilhanenses até tiveram uma entrada interessante no jogo, no entanto, sofreram uma forte contrariedade logo aos 9 minutos, visto que a equipa de arbitragem chefiada por Vasco Santos considerou que o guardião Jorge Baptista interceptou a bola com a mão fora da grande área, sendo admoestado com o cartão vermelho. O Covilhã ficou em inferioridade numérica e foi obrigado a colocar em campo o guarda-redes Rui Vieira, fazendo sair Adriano Castanheira, mas foi já com este cenário que surgiu o golo visitante aos 18 minutos, quando Carlos Manuel apontou um livre para o cabeceamento certeiro de Gaspar, que possibilitou assim os festejos dos adeptos serranos presentes no Estádio 1º de Maio. Os locais procuraram reagir à desvantagem, mas encontraram pela frente uma defensiva serrana muito organizada e que não concedeu espaços aos adversários, porém, tudo mudou aos 45+1 minutos, quando Rabiola apareceu diante de Rui Vieira e atirou rasteiro para o empate. Ao intervalo: 1-1.

Na segunda parte, o Braga B aumentou a pressão e conseguiu chegar à vantagem aos 58 minutos, em mais um lance polémico para a arbitragem, visto que Vasco Santos considerou que foi com o braço a acção de Gilberto em cima da linha de baliza, expulsando o defesa direito serrano e assinalando um castigo máximo, que foi aproveitado por Manoel para fixar o resultado em 2-1. A perder e com menos dois jogadores, a tarefa forasteira ficou mais do que complicada, mesmo assim, louve-se o esforço serrano em procurar a igualdade, mas, compreensivelmente, foram os minhotos que estiveram perto de aumentar a contagem em duas situações, algo que não aconteceu devido às boas intervenções de Rui Vieira perante as iniciativas de Rabiola e Guilherme. Com mais este desaire, o Sporting da Covilhã elevou para doze o número de encontros consecutivos sem vencer, contudo, as contas da manutenção não sofreram mais complicações, visto que o Trofense continua somente a um ponto, seguindo-se no próximo sábado a recepção ao Benfica B.

Texto: Eugénio Lopes.

Ficha de Jogo: http://www.lpfp.pt/segunda_liga/pages/jogo.aspx?epoca=20122013&jornada=34&jogo=7838

Resumo: José Cavaca - Provideo>

 

Actualizado em Segunda, 08 Abril 2013 13:24
 
Cláudio Bruno
Quarta, 03 Abril 2013 00:00

Cláudio começou a praticar futebol nos escalões jovens do União de Almeirim, onde fez também a sua estreia nos seniores, mas foi à União de Santarém que o Sporting da Covilhã o foi contratar para a época 1996/1997. Cláudio actuava preferencialmente no meio campo, tendo representado o emblema serrano durante duas temporadas, ambas com emoção até ao derradeiro apito do campeonato: em 1996/1997, a manutenção na 2ª Divisão de Honra foi perdida para o Alverca na última jornada, visto que o Sporting da Covilhã não conseguiu melhor do que uma derrota por 2-1 no terreno do Desportivo de Beja, mesmo com uma grande falange de apoio em terras alentejanas; e em 1997/1998, novamente o desalento covilhanense no Alentejo, desta vez, porque um empate a duas bolas no terreno do Elvas, na derradeira ronda da Zona Centro da 2ª Divisão B, permitiu que os festejos da subida fossem efectuados pela Naval. Cláudio continuou depois a carreira por vários clubes, em concreto por Beneditense, Alcanenense, Montalegre, AD Guarda, Torres Novas, Teixosense e Manteigas, deixando certamente diversas memórias das suas exibições…

Actualizado em Quarta, 03 Abril 2013 08:54
 
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Livro História SCC
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