História do Sporting Clube da Covilhã
José Lopes dos Santos Pinto
Sexta, 28 Dezembro 2012 00:29

 

 

Jos_Lopes_dos_Santos_Pinto

Nasceu na Covilhã em 15.08.1923. Industrial de lanifícios. Foi casado com D. Maria Eugénia Neves Fazendeiro Santos Pinto e tiveram dois filhos (Eugénia Maria Fazendeiro Santos Pinto Sousa Martinho e José Fazendeiro Santos Pinto).

Foi um destacado dirigente do Sporting Clube da Covilhã, integrando os seus corpos gerentes entre 1947 a 1959, tendo participado nos maiores êxitos do clube, como a conquista da Taça “O Século”, as duas subidas à Primeira Divisão (1947/48 e 1957/58), assim como a participação no Jamor, em 2.6.1957, na Final da Taça de Portugal, no jogo contra o S.L.Benfica.

Era filho de José dos Santos Pinto, grande obreiro da construção do campo de futebol para servir todos os desportistas Covilhanenses e os clubes da Cidade. Assim, nas décadas de 30/40, com os seus auxílios financeiros e com ajuda de um grupo de amigos chamados os “capacetes de aço”, sacrificaram o seu tempo na recolha de fundos para a construção do campo. Foi por isso o pai de José Lopes dos Santos Pinto o grande impulsionador da construção de um novo campo de futebol na Cidade da Covilhã, sendo ainda homenageado pelo grupo Os Covilhanenses por tal feito. Em 1940, após o seu falecimento em Lisboa, o Sporting Clube da Covilhã, por sua sugestão, solicitou à Câmara Municipal da Covilhã licença para a mudança do nome daquele recinto, deixando de se chamar Campo do Alto do Hospital para se designar Estádio José dos Santos Pinto. Mantendo-se até aos dias de hoje o nome deste mítico Estádio, cujo seu obreiro nunca foi sócio do Sporting da Covilhã, mas o seu filho um prestigiado dirigente que faleceu em 13 Agosto de 1996 com 72 anos.

Texto: Miguel Saraiva

https://www.facebook.com/#!/miguel.saraiva.18



 

Actualizado em Sexta, 28 Dezembro 2012 00:47
 
Alberir
Quarta, 26 Dezembro 2012 00:00

Depois de ter passado por Duque de Caxias, Guarani e Ponte Preta, Alberir concluiu os escalões de formação no Clube de Regatas Vasco da Gama, um dos maiores clubes do Rio de Janeiro e do Brasil, sendo a partir deste emblema que chegou ao Sporting da Covilhã na época 2000/2001. Muitas vezes chamado ao jogo como suplente utilizado, Alberir foi decisivo nalgumas partidas dos serranos, tendo obtido golos que foram importantes para o nosso clube lutar pela subida à 2ª Liga, que no entanto seria perdida para a Oliveirense, vencedora da Zona Centro da 2ª Divisão B. Alberir esteva apenas uma temporada com as cores covilhanenses, em que revelou grande capacidade técnica e oportunismo, qualidades que o levaram até aos estádios de Espanha e da China, mas uma arreliadora lesão no joelho fez com voltasse ao Brasil e terminasse a carreira aos 24 anos. Que outras memórias permanecem de Alberir?

Actualizado em Quarta, 26 Dezembro 2012 10:13
 
SC Covilhã 1 CD Aves 2
Domingo, 23 Dezembro 2012 00:00

Ricardo Rocha a cabecear para o golo serrano

Após duas jornadas consecutivas a conquistar pontos, o Sporting Clube da Covilhã regressou aos desaires, visto que foi derrotado por 1-2 pelo Clube Desportivo das Aves, num jogo marcado por três expulsões e uma grande penalidade desperdiçada por Tarcísio aos 84 minutos, entre outros destaques.

Os serranos apresentaram-se em campo num esquema de 1x4x2x3x1, com Jorge Baptista na baliza e um quarteto defensivo formado por Dani Matos, Edgar, Ricardo Rocha e Paulo Grilo, jogando à sua frente Nené e Carlos Manuel, ficando Gui, Tarcísio e Paulico no apoio ao ponta de lança Fabrício. O Covilhã entrou melhor na partida, conseguindo alguma superioridade sobre o adversário e construindo um lance de grande perigo aos 12 minutos, quando Gui cruzou para o remate de Fabrício ao poste. Com o avançar do relógio, o Aves foi-se aproximando da área local, dando o primeiro aviso aos 21 minutos, em que a bola cabeceada por João Paulo chegou a entrar na baliza serrana, mas o árbitro Jorge Ferreira já havia assinalado uma falta do defesa central forasteiro. No entanto, aos 27 minutos, os nortenhos atiraram a contar, quando na sequência de um livre, a bola sobrou para o remate certeiro de Rabiola, que assim provocou os primeiros festejos dos adeptos visitantes. Os locais sentiram bastante o golo sofrido, mas aumentaram os índices de motivação aos 37 minutos, quando viram o opositor ficar reduzido a dez unidades por expulsão de Lourenço, devido a suposta agressão a Carlos Manuel. Tarcísio e Fabrício ainda tentaram a igualdade antes do período de descanso, porém, as suas acções foram relativamente fáceis de resolver para o guardião Marafona. Ao intervalo: 0-1.

Para a segunda parte, o treinador Fanã trocou Paulico por Pimenta, procurando dar maior dinâmica ao lado esquerdo da equipa, o que até aconteceu logo nos momentos iniciais, contudo, aos 50 minutos, surgiu uma contrariedade para os serranos, pois, Paulo Grilo viu o vermelho directo por falta dura sobre Renato, numa decisão arbitral que no estádio pareceu algo exagerada. No entanto, foi com ambas as formações a actuarem com dez jogadores que o Covilhã alcançou o empate aos 54 minutos, quando Pimenta apontou um livre para o cabeceamento triunfal de Ricardo Rocha. Os covilhanenses empolgaram-se, mas foi por pouco tempo, visto que aos 61 minutos, o recém-entrado Dally assinou o 1-2 após um excelente passe de Rabiola. O desânimo invadiu novamente as hostes locais, que só voltaram a animar aos 84 minutos, quando Elvis (que foi expulso por acumulação de cartões amarelos) derrubou Moreira na grande área, originando um castigo máximo, todavia, para desalento dos serranos, Tarcísio atirou ao poste. Em superioridade numérica, o Covilhã pressionou bastante em busca do empate, mas o guardião Marafona e companheiros souberam guardar a preciosa vantagem no marcador e levaram os três pontos como prenda natalícia. A Segunda Liga continua no próximo sábado, com os serranos a deslocarem-se à Figueira da Foz para defrontarem a Naval.

Texto: Eugénio Lopes.

Fotografias: Filipe Pinto - Foto Académica.

Ficha de Jogo:

http://www.lpfp.pt/segunda_liga/pages/jogo.aspx?epoca=20122013&jornada=19&jogo=7969

Actualizado em Quarta, 26 Dezembro 2012 10:53
 
Coureles
Quinta, 20 Dezembro 2012 00:00

 

O site HistóriaSCC entrevistou desta vez Coureles, um médio que jogou no nosso clube durante catorze anos a partir de 1957/1958, tendo começado logo por ajudar os serranos a sagrarem-se Campeões Nacionais da 2ª Divisão. Coureles representou depois o emblema covilhanense na 1ª Divisão, participando em 35 jogos e assinando um golo, mas revelou pontaria mais acertada na Taça de Portugal, onde apontou três golos em 26 jogos, fazendo parte do lote de jogadores que mais vezes representaram os serranos nessa competição.

Coureles esteve presente na exposição fotográfica do nosso site

1 - Como é que ingressou no SC Covilhã?

Ingressei no SC Covilhã na época de 1956/1957. Encontrava-me a jogar no Futebol Clube de Serpa, onde consagrei-me como campeão nacional da 3ª Divisão, treinado pelo mister Fabian, mas posteriormente fui convidado a ingressar no Sporting Clube da Covilhã.

2 - Quais os principais momentos que passou no SC Covilhã?

Tenho muitos bons momentos passados no SC Covilhã, por isso, é muito difícil segmentar e descrever todos os bons momentos, mas recordo-me da época em que ingressei no SC Covilhã, porque fomos campeões nacionais da 2ª divisão, foi uma época fantástica! Fui também convidado a representar a selecção militar, tendo ficado orgulhoso por terem reparado num jogador acabado de chegar ao SC Covilhã. Não posso esquecer o mister Fabian, além dos grandes amigos, infelizmente alguns já partiram, outros ainda consigo ao fim de vários anos manter uma amizade sincera e pura.

Não posso também deixar de salientar as pessoas fantásticas e encantadoras da cidade da Covilhã, assim como toda a massa associativa, que no inicio deram-me força e coragem para enfrentar os desafios do dia-a-dia.

3 – Em 14 anos de SCC, quais os jogadores e treinadores que o marcaram mais?

Ao longo dos 14 maravilhosos anos que passei no SC Covilhã, é difícil destacar os que marcaram mais, porque todos deixaram marcas, mas existem sempre os grandes amigos: os jogadores Cabrita, Martin, Rita, Cavém, Pires, Lãzinhas, Manteigueiro, Tonho, Suarez, Óscar, Silva, Pérides e Amílcar, e os treinadores Fabian, Szabo e Meirim.

4 – Com a descida de divisão em 1961/62, o SCC ficou depois nos quatro anos seguintes, três vezes em 2º lugar. No seu entender porque é faltou tão pouco para subir novamente a primeira divisão?

Esta época marcou-me muito, porque foram os momentos mais difíceis da minha carreira, visto que correu tudo mal. Andamos sempre nos lugares cimeiros, 1º e 2º lugar, mas não voltamos a subir porque a sorte não quis nada com a equipa, tivemos vários percalços. Recordo-me que quando faltavam 5 jogos para a final do campeonato, fomos jogar à Marinha Grande, em que tive um combinação de felicidade e tristeza, porque ganhámos o jogo mas fracturei o perónio, numa partida em que o Lãzinha também se lesionou. A equipa ficou ressentida e tínhamos ainda 3 jogos em casa e 2 fora, o último em Braga, não esqueço, bastava empatar, vi da bancada o Braga a ganhar e a subir à 1ª divisão, além de também termos mudado de treinador o Beracochea (Brasileiro). O facto de ter sido uma época muito triste para mim e todos os meus colegas, não posso deixar de recordar com alegria que o Arnaldo (Guarda-redes) ganhou a Baliza de Prata, assim como o SC Covilhã teve a defesa menos batida do campeonato.

Coureles como capitão da equipa serrana

5 – Em Dezembro de 1971 foi-lhe feita uma festa de despedida onde estiveram muitos dos colegas e ex colegas de Coureles, foi um momento marcante?

Sim, é verdade, foi um momento que marcou-me muito por duas razões: primeiro, deixou-me muito triste, porque sentimos que está a chegar o momento de parar; segundo, como atleta e homem foi muito importante sentir que o nosso esforço, dedicação e empenho é reconhecido e manifestado não só com palavras, mas com o carinho e amizade que me foi transmitido na minha festa de homenagem. É sentir o reconhecimento pelo esforço e suor que dei no campo a representar o SC da Covilhã, por isso, aproveito para agradecer a todos os que participaram, um bem-haja!

6 - Acompanha atualmente o SC Covilhã?

Sim, vou acompanhando através dos meios de comunicação social e quando o SC Covilhã joga aqui em Lisboa, quando é possível, vou ver os jogos.

7 - Que gostaria de referir que não foi mencionado anteriormente?

Nada a acrescentar, porque já referi atrás todo o sentimento de orgulho em representar o Sporting Clube da Covilhã.

Festa de despedida de Coureles em Dezembro de 1971

Actualizado em Quinta, 20 Dezembro 2012 10:00
 
Chana
Quarta, 19 Dezembro 2012 00:00

O médio Chana assinou pelo Sporting da Covilhã na época 1988/1989, tendo sido contratado ao Desportivo das Aves, numa temporada em que os serranos alcançaram o 6º lugar na Zona Centro da 2ª Divisão Nacional, conseguindo vencer catorze dos dezassete jogos disputados no Estádio Santos Pinto, alguns deles com goleadas, destacando-se o 9-0 aplicado ao Marinhense. No entanto, Chana não prosseguiu no emblema covilhanense, mas as suas capacidades na zona intermediária ficaram na memória e acabou por regressar volvidas algumas épocas, em concreto na temporada 1993/1994, desta vez contratado ao Odivelas. Essa época não foi nada positiva para as nossas cores, visto que apesar de todo o empenho de Chana e colegas, não foi evitada a descida para a 3ª Divisão Nacional. Para além dos clubes já citados anteriormente, Chana envergou a camisola de outros emblemas, como por exemplo, Marco, Vila Real, Caldas, Olivais e Moscavide, Lourosa, Andorinha, Tondela, Alcobaça, Belmonte, Colmeal da Torre e Vitória de Lisboa, havendo certamente bastantes recordações da sua carreira…

Actualizado em Quarta, 19 Dezembro 2012 09:53
 
<< Início < Anterior 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 Seguinte > Final >>

Pág. 158 de 194
Livro História SCC
.
fa

Livro História do Sporting Clube da Covilhã 1923-1990 disponível para aquisição na Foto Académica, localizada nas Escadas do Quebra Costas n.º 2 - Covilhã

ATLETAS
JOGADORES DE A a Z:
TREINADORES
OUTRAS FIGURAS
ENTREVISTAS
EVENTOS
CONTACTOS
OUTROS
REDES SOCIAIS

face

SPONSOR

Gigarte - Design e Comunicação

ESTATÍSTICA
Visualizações de conteúdos : 2156998