História do Sporting Clube da Covilhã
Dr. Carlos Coelho
Terça, 14 Fevereiro 2012 15:56

 

 dr.carlos_coelho

 

Nasceu na freguesia de São Pedro, na Covilhã, em 24.11.1915 e formou-se em medicina na Universidade de Coimbra em 1938. Em 1940 começa a trabalhar na cidade da Covilhã como médico - cirurgião. Foi casado com D. Maria Cândida Oliveira da Silva Pereira e teve dois filhos.

Em 1945 toma posse como Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, cargo que ocupou até 1955. No início dos anos cinquenta inaugura a luz elétrica em varias freguesias, como Ourondo, Orjais, Aldeia do Souto, Vale Formoso, Dominguiso, Vales, Peso, Coutada, Barco e Bairros do Rodrigo e do Tortosendo. É no seu mandato que é inaugurada oficialmente a Biblioteca Municipal da Covilhã, assim como a realização do 1º Rally Serra da Estrela.

De 1954 a 1959 foi Presidente da Assembleia Geral do Sporting Clube da Covilh, tendo sido sempre um Presidente presente nos problemas com que se ia deparando a direção do clube. Com todo o seu dinamismo e amor pelo clube, foi o grande impulsionador na galvanização dos covilhanenses para os problemas financeiros do Sporting da Covilhã. Liderou várias campanhas, como angariação de fundos junto dos industriais e comerciantes da cidade, assim como uma campanha de sócios que em 24 horas conseguiu 300 novos associados.

A direção do Sporting da Covilhã reconheceu todo o seu esforço, a sua grande dedicação, dinamismo e ação rigorosa, sendo por isso distinguido com o grau de “Sócio de Mérito”.

Em 1958 torna-se Presidente da Comissão Regional de Turismo da Serra da Estrela e foi deputado da Assembleia Nacional pelo círculo de Castelo Branco, assim como Presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários da Covilhã.

Dr. Carlos Coelho foi um homem de grande prestígio, que em muito ajudou o Sporting da Covilhã, tendo falecido no dia 18.04.1983 em Coimbra.

Texto: Miguel Saraiva

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Actualizado em Segunda, 12 Março 2012 13:52
 
SC Covilhã 0 Naval 1º Maio 2
Domingo, 12 Fevereiro 2012 00:00

 

Jorge Chula progride com a bola

Mais uma jornada sem o Sporting Clube da Covilhã vencer na Liga Orangina, perdendo desta vez com a Associação Naval 1º de Maio por 0-2, num resultado feito na primeira parte, que ditou o terceiro desaire consecutivo no Complexo Desportivo.

Os serranos apresentaram-se em campo num esquema de 1x4x3x3, com Igor Araújo na baliza, acompanhado na defesa por Dani Coelho, Aníbal Capela, Ricardo Rocha e Joel, com o meio campo ocupado por Idris, Gabi e André Sousa, enquanto o ataque ficou sob a responsabilidade do estreante Jorge Chula, Fofana e Dominic. Nesta partida, a Naval demonstrou cedo que atravessa um bom momento de forma (somou o sétimo jogo seguido sem derrotas), visto que inaugurou o marcador logo aos 4 minutos, quando na sequência de um canto apontado na esquerda gerou-se alguma confusão, sobrando a bola para o remate cruzado de Hugo Santos para o fundo das redes locais. O Covilhã reagiu à desvantagem e até conseguiu uma sucessão de cantos, mas a defensiva figueirense esteve sempre atenta e não permitiu grande protagonismo aos adversários. Já os visitantes revelavam-se mais perigosos nos pontapés de canto, aproveitando bem o vento favorável, pois, aos 20 minutos, só uma intervenção esforçada de Igor Araújo sobre a linha de baliza impediu o canto directo de João Pedro. Porém, foi apenas o adiar de uma realidade, visto que aos 38 minutos, após um canto cobrado na direita, Edivaldo cabeceou certeiro e colocou o resultado em duas bolas de diferença. Ao intervalo: 0-2.

Fofana pressiona Leandrinho

No segundo tempo, o treinador Tulipa fez entrar de imediato Pimenta (o outro dos recentes reforços) para a esquerda, derivando Fofana para mais perto de Dominic, e o certo é que o Covilhã mostrou algum ascendente, mas o melhor que alcançou foi um remate de Fofana para boa defesa de Taborda aos 50 minutos. A Naval tinha o encontro controlado, visto que os locais nunca encontraram soluções para ultrapassar a boa organização visitante, embora o técnico Tulipa ainda tenha mexido na equipa para procurar outros argumentos, colocando em campo Zezinho (foi para defesa direito, subindo Dani Coelho no terreno) e Dani Matos (trocou diretamente com Dani Coelho). Contudo, e apesar do empenho dos jogadores serranos, o marcador não sofreu mais alterações, permanecendo o 0-2 que já vinha da etapa inaugural. O Covilhã somou assim o quinto jogo consecutivo sem triunfar, continuando somente a dois pontos da zona de descida, desejando-se que possa melhorar o seu rendimento na deslocação ao terreno do Arouca na próxima jornada.

Texto: Eugénio Lopes.

Fotografias: Filipe Pinto - Foto Académica.

Ficha de Jogo: http://www.lpfp.pt/liga_orangina/pages/jogo.aspx?epoca=20112012&jornada=18&jogo=7067

Actualizado em Segunda, 13 Fevereiro 2012 10:14
 
Gregório Freixo
Quarta, 08 Fevereiro 2012 00:00

Gregório Freixo, natural de Évora, começou a praticar futebol na Académica de Coimbra, que viria a representar durante vários anos na 1ª Divisão, sendo depois transferido para o Vitória de Guimarães, onde as boas exibições valeram-lhe a chamada à Seleção Nacional. Antes de ingressar no Sporting da Covilhã, Gregório Freixo ainda representou o Marítimo, tendo chegado ao emblema serrano na época 1987/1988, uma temporada que marcaria a sua despedida da modalidade na função de futebolista. Os covilhanenses militavam então na 1ª Divisão, com Gregório Freixo a envergar a sua camisola em 29 jogos, atuando como defesa lateral direito ou esquerdo, tendo assinado um golo nesse campeonato, em que o SC Covilhã não conseguiu garantir a manutenção no principal escalão. Que outras recordações permanecem de Gregório Freixo?

Actualizado em Quarta, 08 Fevereiro 2012 09:53
 
Ernesto Cruz
Domingo, 05 Fevereiro 2012 19:42

Sr._Ernesto_Cruz

Ernesto Cruz nasceu na Covilhã á 11 de novembro de 1906. Industrial e empresário de sucesso, impulsionador da indústria de lanifícios. Foi casado com D. Ilda Cândida Mac-Bride Casaleiro Torres Cruz. Teve cinco filhos.

Em 1923, com dezassete anos, fez parte da primeira equipe do Sporting Clube da Covilhã. Juntamente como o seu irmão Júlio Cruz, ambos fizeram parte dos primeiros jogos disputados pelo Sporting da Covilhã.

Iniciou-se no dirigismo em 1936 fazendo parte da direção do presidente Dr. Aprígio Cunha Tarouca. Nas épocas de 1943/45, 1946/48 e 1958/61, passou a desempenhar funções de presidente do Sporting Clube da Covilhã. Foi Presidente da Assembleia Geral, nas épocas 1941/43 e 1965/67. Na época de 1947/48, consegue o grande feito de fazer subir o Sporting Clube da Covilhã pela primeira vez a primeira divisão.

O presidente Ernesto Cruz foi sem dúvida um dos grandes impulsionadores do sucesso da subida á primeira divisão. Para isso contribuiu a contratação do treinador Janos Szabo, assim como excelente grupo de atletas, muitos deles contratados também como funcionários da sua empresa.

Destacou-se ainda como grande mentor de várias campanhas para ajudar o clube em situações de crises financeiras, fazendo várias comissões de donativos e várias campanhas de sócios. Muitos dos seus funcionários fizeram-se sócios do clube, ajudando voluntariamente com uma pequena parcela dos seus ordenados.

Ernesto Cruz foi sócio gerente de várias firmas, chegou a ter mais de seiscentos funcionários, foi diretor do Grémio dos Industriais de Lanifícios da Covilhã, Presidente do Clube União e chegou a ser o sócio nº 7 do Sporting Clube de Portugal. Foi sem dúvida um dos grandes nomes da história do Sporting Clube da Covilhã. Faleceu em 1969 com 62 anos de idade.

Texto – Miguel Saraiva



Actualizado em Sexta, 20 Setembro 2013 13:35
 
Paulo Campos
Quarta, 01 Fevereiro 2012 00:00

Paulo Campos assinou pelo Sporting da Covilhã na época 2005/2006, proveniente do Esmoriz, dando início a quatro temporadas com as cores serranas, onde protagonizou boas exibições no lado direito do ataque, embora revelando polivalência de posições. Paulo Campos salientou-se logo na época inaugural, mas os covilhanenses acabaram por não assegurar a manutenção na 2ª Liga, após um dramático empate (5-5) com o Desportivo de Chaves na última jornada. Na temporada seguinte, Paulo Campos ajudou o clube a alcançar o 4º lugar na série C da 2ª Divisão B, mas a subida de escalão estava guardada para a época posterior, sendo conquistada no terreno do Olivais e Moscavide, após um emocionante desempate por pontapés da marca de grande penalidade. No regresso à 2ª Liga, Paulo Campos continuou a ser uma referência do clube, que nessa temporada alcançou o 7º lugar, assegurando tranquilamente a manutenção e assinalando a despedida de Paulo Campos do emblema serrano depois de 113 jogos e 21 golos com a nossa camisola. Que outras memórias existem de Paulo Campos?

Actualizado em Quarta, 01 Fevereiro 2012 09:55
 
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