Germano
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O nosso blogue/site continua a entrevistar antigos jogadores do Sporting da Covilhã, desta vez foi o defesa central Germano, que representou o emblema serrano em duas épocas (1985/1986 e 1987/1988), precisamente as últimas temporadas em que os covilhanenses militaram na 1ª Divisão, tendo chegado à Covilhã proveniente do Sporting CP, onde alinhou pela equipa principal. Com a descida de divisão dos serranos, Germano ingressou no Farense, no entanto, regressou ao SC Covilhã na temporada seguinte para jogar novamente no escalão mais alto do futebol nacional, onde viria posteriormente a representar o Vitória de Guimarães e o União da Madeira.


1- Representou o SCC na época 85-86 e mais tarde regressou na época 87-88. Como é que se proporcionaram estes ingressos no SCC?

 

Ingressei na época de 85-86 no SC Covilhã devido a estar ligado contratualmente ao Sporting Clube de Portugal e sendo o Covilhã uma filial, demos preferência ao clube para poder jogar com mais regularidade e ganhar experiência. Na época 87-88 foi totalmente diferente, porque tinha o SC Farense, que representei na época anterior, interessado na minha continuidade, assim como outros clubes da 1ª divisão, mas optei pelo Covilhã, por ter adorado a cidade e o clube.

 

2 – Foi ao serviço do Sporting da Covilhã que teve a primeira convocatória para a Selecção Nacional de Esperanças, assim como assinou os primeiros golos na primeira divisão, considera que foram marcas importantes?

 

A selecção de esperanças foi uma continuidade da minha assuidade nas selecções nacionais jovens, mas o facto de jogar numa equipa de 1ª divisão ajudou imenso, visto que, na altura em questão, os jovens tinham muita dificuldade em singrar no escalão superior, porque os treinadores tinham receio de apostar nos jovens. Os golos foram o fruto do trabalho realizado durante a semana e onde aproveitava o 1,90m que tenho, porque sobretudo os golos eram de cabeça em lances de bola parada.

 

3 – Nas épocas que representou o SCC na Primeira Divisão o clube desceu, em sua opinião o que faltou para não se conseguir estabilidade na principal divisão do nosso futebol?

 

Na minha opinião, e vistas as coisas a esta distância, o que faltou realmente foram as infraestruturas, principalmente um campo de treinos, onde pudessemos treinar com mais conforto, não os campos pelados onde treinávamos durante a semana, para não estragar a relva do campo Santos Pinto. Jogadores havia de qualidade, tanto jovens como mais experientes.

4 – Durante onze épocas jogou na Primeira Divisão, cinco delas com grande brilhantismo no Vitória de Guimarães. Ficou com alguma tristeza de não voltar ao Sporting Clube Portugal, clube onde efectuou a sua formação?

 

Sim, em certa altura pensei nisso, mas depois de estar em Guimarães e de ver as infraestruturas do clube, vi que estava num grande clube e com uma massa associativa espectacular. Os dirigentes do Sporting CP preferiram sempre outras opções, que tive que aceitar e respeitar.

5 - Acompanha actualmente o SC Covilhã?


Claro que sim. Este clube ficou-me sempre no coração. Ainda para mais ficaram alguns antigos colegas, como o Juanito e João Salcedas, torço sempre por eles e pela carreira deles como treinadores.

6 - Qual a sua actividade no presente?


Já tive algumas outras actividades, mas actualmente estou na Gerência de uma oficina de automóveis. Tenho também um salão de cabeleireiro e outro de estética, onde também sou sócio, mas que é gerido pela minha esposa, sendo actividades que sempre tive mesmo quando jogava futebol, porque nunca quis seguir a carreira de treinador. Como a carreira de futebolista é bastante curta, há que arranjar actividades para além do futebol, mas actualmente também jogo pelos veteranos do Amora Futebol Clube, para reencontrar antigos colegas e fazer algum desporto.

7 - Que gostaria de referir que não foi mencionado anteriormente?

 

Gostaria de enaltecer o trabalho desenvolvido por pessoas que adoram o Sporting Clube Covilhã, porque conseguiram juntar um grande número de ex-jogadores e ex-técnicos do clube para um jantar memorável, onde saliento o facto de ter conhecido o Carlos Xistra, lembro-me dele ainda miúdo a brincar com uma bola no campo enquanto nós treinávamos e agora passados estes anos foi óptimo reencontrá-lo como árbitro de élite. Escusado será dizer que sempre acompanhei a carreira dele e torço para que tudo corra pelo melhor. Gostaria de fazer um apelo ás autoridades serranas e adeptos, para que façam tudo o que estiver ao seu alcance para que o Covilhã volte á 1ª divisão o mais rápido possivel. Queria agradecer a todos os adeptos e dirigentes do clube o apoio que sempre me deram.

 

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Livro História do Sporting Clube da Covilhã 1923-1990 disponível para aquisição na Foto Académica, localizada nas Escadas do Quebra Costas n.º 2 - Covilhã

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