Carlos Alberto
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O nosso mais recente entrevistado é Carlos Alberto, que depois de uma longa carreira no Brasil, tem oportunidade de vir jogar para Portugal ao ingressar no Portimonense, chegando posteriormente ao Sporting da Covilhã na época 1986/1987, onde permaneceu para a temporada seguinte, em que participou na 1ª Divisão pela formação serrana. Carlos Alberto era um médio todo o terreno, revelando-se um jogador de inesgotáveis recursos físicos e com um sentido posicional exemplar, atributos que ajudaram o Sporting da Covilhã a regressar ao principal escalão do futebol nacional, sagrando-se ainda Campeão Nacional da 2ª Divisão em 1987.

Carlos Alberto trabalha nos Serviços de Finanças de Macau

1 – Como surgiu o convite para ingressar no SC Covilhã?

Foi após o último jogo daquela época 1985/86 no Dragão (Porto x Covilhã), em que já havia descido de divisão. Estava eu esperando meus compatriotas Niromar, Paulo Roberto e o nosso saudoso Pocho. .Ali mesmo já tivemos um bom entendimento e não me foi difícil chegar a acordo, devido à cordialidade dos dirigentes (Sr. Malaca e toda direcção).

2 – Fez parte de uma das grandes equipas do SCC na época 1986/87, qual o segredo dessa equipa que conseguiu nessa época subir à Primeira Divisão?

O fator mais preponderante foi sem dúvida o balneário, porque era uma camaradagem tipo família mesmo e a facilidade como qualquer novo atleta ao chegar já se sentia em casa. Tínhamos o Salcedas, o Joanito, que apesar de ser um miúdo foi sempre um ponto de dar as honras da casa. Aquilo na Covilhã foi fantástico e assim os resultados foram os que se viram. Quero lembrar da liberdade de nos aproximarmos do treinador (mister Vieira Nunes), como também de qualquer dos dirigentes, que estavam sempre bem dispostos a resolver nossos problemas. Todos que por aí passaram nunca vão se esquecer do nosso querido Sr. Fernando, que cuidava do nosso material. Resumindo, tudo deriva do balneário, do profissionalismo, do trabalho sério e o orgulho de representar esta agremiação. E o apoio incondicional dos torcedores que nos acompanhavam por todo lado, assim nos sentíamos em casa nas deslocações, o famoso Comboio Verde, que saudade...

3 – Aos 37 anos ingressa no Sporting da Covilhã, vindo a tornar-se uma peça fundamental no meio campo serrano. Sabe que ainda hoje o seu nome é falado como uma grande referência desse meio campo onde pontificavam grandes nomes?

Meus amigos, aquela equipa era fantástica, uma entreajuda dentro e fora do campo, quer dizer, só podia dar certo. Jogadores já com uma vasta experiência, louvo a Deus por isto, pois, sentia-me tão bem que nem me lembrava da idade, mas sim da minha condição física. O respeito pelos adeptos nos movia a isto. Se me perguntarem se me lembro de cada um, isto seria impossível, mas posso ver a massa associativa e nunca é tarde para dizer obrigado pelo carinho.

4 – Na época seguinte em 87/88, em sua opinião o que levou o Sporting da Covilhã a não conseguir a manutenção na primeira divisão?

Quem nos acompanhou pôde ver que não tivemos muita sorte, pois, dávamos o nosso melhor e de certeza que descer não fazia parte do nosso balneário, mas, infelizmente aconteceu. Futebol tem destas coisas!!!

Carlos Alberto envergou a camisola serrana entre 1986 e 1988

5 - Acompanha atualmente o SC Covilhã?

Honestamente falando, nunca me esqueci da Covilhã e fico feliz quando encontro amigos da Covilhã que vivem cá e colocamos em dia as novidades daí. Aprendi a amar e a torcer por este emblema. Agora que pude ver esta reunião maravilhosa dos ex-atletas da Covilhã, realmente acendeu a chama em mim de maior apreço por esta instituição. Estou ligado e torcendo para que a Covilhã possa alcançar seus objetivos.

6 - Qual sua atividade no presente?

Atualmente, já há 21 anos que sou funcionário público, trabalhando nos Serviços de Finanças, e prestes a aposentar-me daqui a 2 anos sensivelmente, dando glórias a Deus por este trabalho.

7 – O que gostaria de referir quem não foi mencionado anteriormente?

Somente dizer, que na nossa época esteve connosco um grande homem, grande profissional e amigo do seu amigo, ele partiu e nos deixou bastante sentidos, porque era uma figura de muita garra e que nos encorajava, saudades!!! Depois da Covilhã, estive em Amarante por pouco tempo, pois, já tinha um compromisso de 3 anos nos Estados Unidos da América, tendo depois vindo para Macau, onde até hoje permaneço. Amo Macau, onde me sinto totalmente à vontade. Meu filho Jefferson cresceu aqui e minha neta Kamilla, de 2 anos, nasceu nesta terra abençoada. Deixo aqui um caloroso e saudoso abraço para todos os amigos, atletas do passado e de hoje, todos os dirigentes de todos os tempos e todos os simpatizantes deste emblema .Força Covilhã.

Carlos Alberto ajudou os serranos a conquistarem o Campeonato Nacional da 2ª Divisão

 

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Livro História do Sporting Clube da Covilhã 1923-1990 disponível para aquisição na Foto Académica, localizada nas Escadas do Quebra Costas n.º 2 - Covilhã

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