Bábá
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Mais uma entrevista do nosso site, desta vez a Jarbas Pereira dos Santos, que ficou conhecido no mundo do futebol por Bábá, um brasileiro natural de Santos, que o Sporting da Covilhã contratou, primeiro, ao Penafiel e, depois, ao Beira-Mar, visto que teve duas passagens pelo nosso emblema, para se tornar numa das grandes referências do clube serrano na década de Setenta, até porque integrou uma equipa ainda hoje muito recordada, a de 1974/1975. Nessa época, e com o contributo de Bábá, o Sporting da Covilhã conquistou o 1º lugar da Serie B da 3ª Divisão, com confortável vantagem sobre a Naval, seguindo depois até à Final do escalão terciário, onde foi derrotado pela União de Santarém. No entanto, e para além de garantir o regresso à 2ª Divisão, essa temporada ficou marcada pelo bom desempenho covilhanense na Taça de Portugal, sendo apenas eliminado nos Oitavos de Final pelo Boavista, com Bábá a assinar 4 golos nos 5 jogos que disputou na competição.

Bábá reside actualmente no Brasil

1 – Ingressou no Sporting da Covilhã por duas vezes, como surgiram esses convites?

Na primeira vez, eu fui através da indicação do jogador Graça, que estava comigo no FC Penafiel e foi quando o empresário Luiz de Campos, o mesmo que me trouxe do Brasil, acertou a minha contratação. E a segunda vez, foi quando eu havia saído para defender o SC Beira-Mar e retornado no ano seguinte.

2 – Na primeira passagem de Bábá pelo Sporting da Covilhã (1971 e 1973) conseguiu uma manutenção na Segunda Divisão e não evitou uma descida à Terceira Divisão no último ano, foram épocas difíceis?

Sim, não há dúvidas, conseguimos nos manter disputando o torneio de competência. Não recordo as equipes contra as quais disputamos.

3 – Ainda hoje, Babá é considerado por muitos adeptos do clube como um dos melhores médios criativos da história do SC Covilhã. O que acha Bábá destas opiniões?

Sinto-me lisonjeado com estas opiniões, creio que o lugar e as pessoas proporcionaram o melhor de minha pessoa. Procurei apenas corresponder. Muito obrigado a todos.

4 – Na segunda passagem pelo clube em 1974/1975, o SC Covilhã consegue subir a 2º Divisão vencendo a sua série, como descreve essa equipa?

Ah, era muito boa! Fomos Campeões com antecedência. Não preciso dizer mais nada, né!

5- Nessa época, a equipa consegue marcar 103 golos e venceu várias vezes por mais de cinco golos de diferença os seus adversarios, era uma equipa imbatível?

Não era imbatível, mas era quase imbatível! Tínhamos atacantes altos e fortes, além de termos excelentes jogadores no time inteiro.

Bábá como capitão de equipa no célebre jogo com o Boavista

6- Na Taça de Portugal conseguem chegar longe na prova, onde só foram eliminados pelo Boavista, que jogava na Primeira Divisão, mesmo assim, Bábá marcou quatro golos em cinco jogos. Foi uma grande campanha na Taça?

Não há dúvidas, tínhamos uma grande equipa. Lembro-me quando foi sorteado de enfrentarmos o Boavista, foi como se tivessem antecipado a final.

7 – Na sua última época no SC Covilhã (1975-1976), Bábá juntamente com o Baixa foram treinadores/jogadores nas cinco primeiras jornadas. A que se deveu essa situação?

Foi um período em que ficamos sem treinador, não recordo bem o motivo. Porém, naquele momento eu estava cursando o Curso Nacional de treinadores de futebol de Portugal e havia sido aprovado. Até contratar outro treinador, ficamos exercendo a função.

8 - Acompanha atualmente o SC Covilhã?

Sempre que possível. As notícias do SC Covilhã não são muitas, mas agora o meu genro Sérgio está-me trazendo notícias.

9 - Qual sua atividade no presente?

Aposentado da Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista), que hoje pertence à Empresa Usiminas.

10 – O que gostaria de referir que não foi mencionado anteriormente?

Que adorei a cidade da Covilhã, principalmente por ser tão bem acolhido pelas pessoas da cidade e por ter tido aí a minha primeira filha (Larissa). Agradeço a todos os amigos que aí deixei. Quem sabe um dia eu volte para revê-los? Quero também agradecer e desejar muito sucesso ao SC Covilhã.

Bábá foi ídolo dos adeptos covilhanenses 

 

 

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